Os homossexuais portugueses, do sexo masculino, não podem ser dadores de sangue. Esta política foi assumida em documento enviado à presidência do Conselho de Ministros pelo Ministério da Saúde, que alega a necessidade de eliminar dadores com comportamentos de risco.
O presidente do Instituto Português de Sangue, Gabriel Olim, fez saber que “ser homossexual é um comportamento de risco”, mas não se trata de uma atitude de discriminação relativamente à orientação sexual.
A resposta do Ministério da Saúde deixou o deputado do Bloco de Esquerda, João Semedo – que havia levantado a questão - espantado e indignado, sublinhando que se trata de uma situação «inadmissível».
O deputado do BE já anteriormente tinha sido confrontado com a queixa de uma lésbica por ter sido impedida de doar sangue. João Semedo disse também não entender a diferença de tratamento entre homossexuais masculinos e femininos.
Homossexuais proibidos de doar sangue
Outros artigos:
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Presidente do IPS nega discriminação e alega evidências científicas
Ministério assume exclusão dos homossexuais da dádiva de sangue
Homossexuais masculinos não podem ser dadores de sangue
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sexta-feira, 17 de julho de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Furo jornalístico
Uma jornalista perguntou a dois psiquiatras reconhecidos se é possível alterar a orientação sexual. Furo jornalístico! Apanhados de surpresa, disseram que sim e revelaram que ajudariam pessoas que o desejassem fazer. A coisa suscitou indignação mediática. Vinte associações reclamaram, uma petição apareceu na internet, psicólogos e teapeutas de todo o tipo protestaram veementemente.
Os reclamantes vislumbram diabólicos seres munidos de tenazes, ferros e electricidade a mudar a orientação dos desgraçados trazidos à força pelos homofóbicos. Só que não foi isso. Foi apenas admitir que a orientação sexual está no alcance médico como, aliás, está a mudança do sexo corporal ou apenas do nariz. Mas que se deve respeitar a liberdade de opção.
Os fundamentalistas do amor acham que os sentimentos caem do céu. Mas não é assim. O desejo sexual sofre influências biológicas, familiares, interpessoais e culturais. Os adolescentes ficam por vezes ambivalentes, procurando definir-se com os seus pares. Se estes ajudam, porque não os psiquiatras?
Esclareço que respeito os homossexuais e reconheço o direito de constituírem família e educarem filhos. Mas não me digam que a questão é preto no branco. Sobretudo, não se armem em cientistas, quando a decisão de excluir a homossexualidade da lista americana das doenças foi política e ideológica. Como o é todo este barulho que, na tradição da antipsiquiatria, remete os problemas íntimos para o social.
J.L. Pio Abreu
Furo jornalístico
Os reclamantes vislumbram diabólicos seres munidos de tenazes, ferros e electricidade a mudar a orientação dos desgraçados trazidos à força pelos homofóbicos. Só que não foi isso. Foi apenas admitir que a orientação sexual está no alcance médico como, aliás, está a mudança do sexo corporal ou apenas do nariz. Mas que se deve respeitar a liberdade de opção.
Os fundamentalistas do amor acham que os sentimentos caem do céu. Mas não é assim. O desejo sexual sofre influências biológicas, familiares, interpessoais e culturais. Os adolescentes ficam por vezes ambivalentes, procurando definir-se com os seus pares. Se estes ajudam, porque não os psiquiatras?
Esclareço que respeito os homossexuais e reconheço o direito de constituírem família e educarem filhos. Mas não me digam que a questão é preto no branco. Sobretudo, não se armem em cientistas, quando a decisão de excluir a homossexualidade da lista americana das doenças foi política e ideológica. Como o é todo este barulho que, na tradição da antipsiquiatria, remete os problemas íntimos para o social.
J.L. Pio Abreu
Furo jornalístico
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Homossexualidade,
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Psicólogos,
Psiquiatras
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Portugal: Sobre a sexualidade e o género
Bastonário Ordem dos Médicos desafiado a pronunciar-se sobre “reorientações de orientação sexual e identidade de género”.
Os colectivos e associações abaixo referidos vêm desta forma condenar publicamente as escandalosas declarações do psiquiatra Adriano Vaz Serra, presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e de Saúde Mental (SPPSM), e de João Marques Teixeira, presidente do Colégio da Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos, em entrevista à jornalista Andreia Sanches, do Jornal Público do passado dia 2 de Maio.
Para estes dois médicos, não apenas é possível condicionar medicamente a orientação sexual e identidade de género dos/as indivíduos, como desejável, sendo a homossexualidade ou a identidade de género das pessoas transgénero, naturalmente, doenças mentais.
O que mais escandaliza em tais declarações não é apenas a sua carga de conservadorismo moral e falta de critério profissional – a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença ao ser retirada da lista de perturbações psiquiátricas em 1973, pela Associação Americana de Psiquiatria -, mas que elas venham de pessoas com altas responsabilidades cívicas e públicas, dirigentes da SPPSM e da Ordem dos Médicos.
O mais inaceitável e imponderável é o impacto deste tipo de declarações de “peritos”, nas vidas e na auto-estima de tantas pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgénero (LGBT) que já enfrentam diariamente enormes dificuldades na sua auto-aceitação e visibilidade pública, como comprovam as taxas de suicídio entre jovens LGBT, claramente mais altas do que a média geral. Daí, a irresponsabilidade e ausência de ciência dos autores destas declarações retrógradas e incompatíveis com as linhas de orientação terapêuticas da APA.
É fácil imaginar, aliás, o que espera os/as “pacientes” que caiam nas mãos de médicos com as práticas correspondentes a estes discursos, desactualizados face ao conhecimento científico, e que estão a indignar boa parte dos seus colegas de profissão, como se vê pela denúncia de Daniel Sampaio na sua crónica deste domingo na revista Pública, onde caracteriza o sucedido como exemplificativo de um caso em que “desaparecem os valores e surgem as crenças”.
São particularmente graves as declarações do responsável da Ordem dos Médicos, em que este afirma que em alguns casos é possível "re-enquadrar a identidade de género e as opções de relacionamento" de alguém que sente atracção por pessoas do mesmo sexo. A Ordem dos Médicos, representante de uma classe e forçosamente parte da promoção das boas práticas profissionais, revela-se afinal promotora do preconceito e de práticas atentatória dos direitos e da saúde de pacientes. Preocupante é que seja caso único na Europa ao deter um poder arbitrário de decisão final sobre os processos de mudança de sexo, e que detenha esse poder discricionário alguém que acha que é possível “reenquadrar” a identidade de género e a orientação sexual das pessoas – o que não seria mais do que um atentado contra os Direitos Humanos.
Os colectivos e associações abaixo referidos pensam ser da maior relevância que o bastonário da Ordem dos Médicos quebre um silêncio ensurdecedor e se pronuncie pública e urgentemente sobre esta questão e estas declarações. Com critério científico, e com o critério moral e social de não permitir que, a partir da Ordem, se emitam valores e crenças discriminatórios e atentatórios do dever da classe médica e da saúde dos/das utentes.
Subscrevem:
- Clube Safo
- GAT - Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA
- MPE - Médicos Pela Escolha
- não te prives – Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais
- Panteras Rosa – Frente de Combate à LesBiGayTransfobia
- Poly_portugal
- PortugalGay.pt
- UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta
Portugal: Sobre a sexualidade e o género
Mais em:
Associações escandalizadas com terapias para mudar de orientação sexual
Os colectivos e associações abaixo referidos vêm desta forma condenar publicamente as escandalosas declarações do psiquiatra Adriano Vaz Serra, presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e de Saúde Mental (SPPSM), e de João Marques Teixeira, presidente do Colégio da Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos, em entrevista à jornalista Andreia Sanches, do Jornal Público do passado dia 2 de Maio.
Para estes dois médicos, não apenas é possível condicionar medicamente a orientação sexual e identidade de género dos/as indivíduos, como desejável, sendo a homossexualidade ou a identidade de género das pessoas transgénero, naturalmente, doenças mentais.
O que mais escandaliza em tais declarações não é apenas a sua carga de conservadorismo moral e falta de critério profissional – a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença ao ser retirada da lista de perturbações psiquiátricas em 1973, pela Associação Americana de Psiquiatria -, mas que elas venham de pessoas com altas responsabilidades cívicas e públicas, dirigentes da SPPSM e da Ordem dos Médicos.
O mais inaceitável e imponderável é o impacto deste tipo de declarações de “peritos”, nas vidas e na auto-estima de tantas pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgénero (LGBT) que já enfrentam diariamente enormes dificuldades na sua auto-aceitação e visibilidade pública, como comprovam as taxas de suicídio entre jovens LGBT, claramente mais altas do que a média geral. Daí, a irresponsabilidade e ausência de ciência dos autores destas declarações retrógradas e incompatíveis com as linhas de orientação terapêuticas da APA.
É fácil imaginar, aliás, o que espera os/as “pacientes” que caiam nas mãos de médicos com as práticas correspondentes a estes discursos, desactualizados face ao conhecimento científico, e que estão a indignar boa parte dos seus colegas de profissão, como se vê pela denúncia de Daniel Sampaio na sua crónica deste domingo na revista Pública, onde caracteriza o sucedido como exemplificativo de um caso em que “desaparecem os valores e surgem as crenças”.
São particularmente graves as declarações do responsável da Ordem dos Médicos, em que este afirma que em alguns casos é possível "re-enquadrar a identidade de género e as opções de relacionamento" de alguém que sente atracção por pessoas do mesmo sexo. A Ordem dos Médicos, representante de uma classe e forçosamente parte da promoção das boas práticas profissionais, revela-se afinal promotora do preconceito e de práticas atentatória dos direitos e da saúde de pacientes. Preocupante é que seja caso único na Europa ao deter um poder arbitrário de decisão final sobre os processos de mudança de sexo, e que detenha esse poder discricionário alguém que acha que é possível “reenquadrar” a identidade de género e a orientação sexual das pessoas – o que não seria mais do que um atentado contra os Direitos Humanos.
Os colectivos e associações abaixo referidos pensam ser da maior relevância que o bastonário da Ordem dos Médicos quebre um silêncio ensurdecedor e se pronuncie pública e urgentemente sobre esta questão e estas declarações. Com critério científico, e com o critério moral e social de não permitir que, a partir da Ordem, se emitam valores e crenças discriminatórios e atentatórios do dever da classe médica e da saúde dos/das utentes.
Subscrevem:
- Clube Safo
- GAT - Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA
- MPE - Médicos Pela Escolha
- não te prives – Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais
- Panteras Rosa – Frente de Combate à LesBiGayTransfobia
- Poly_portugal
- PortugalGay.pt
- UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta
Portugal: Sobre a sexualidade e o género
Mais em:
Associações escandalizadas com terapias para mudar de orientação sexual
terça-feira, 12 de maio de 2009
Movimento gay luta pela aprovação de lei que criminaliza homofobia
Rio de Janeiro, Brasil, 12 Mai (Lusa) - A poucos dias de comemorar a data que marca o combate à homofobia, no próximo dia 17, o movimento brasileiro de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) concentra esforços na aprovação de uma lei contra a discriminação por orientação sexual.
As atenções de pelo menos 200 organizações que lutam pela liberdade de orientação sexual no Brasil voltam-se, no próximo quarta-feira, para o Senado brasileiro na expectativa de que seja votado e aprovado o projecto de lei 5003/2001, que mais tarde se tornou o projecto de lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia.
A chamada "lei da homofobia", cujo projecto estava pronto desde 2006 à espera de ser votado, no entanto, segundo Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), enfrenta obstáculos que atrasam a entrada do documento na agenda do Senado.
Movimento gay luta pela aprovação de lei que criminaliza homofobia
As atenções de pelo menos 200 organizações que lutam pela liberdade de orientação sexual no Brasil voltam-se, no próximo quarta-feira, para o Senado brasileiro na expectativa de que seja votado e aprovado o projecto de lei 5003/2001, que mais tarde se tornou o projecto de lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia.
A chamada "lei da homofobia", cujo projecto estava pronto desde 2006 à espera de ser votado, no entanto, segundo Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), enfrenta obstáculos que atrasam a entrada do documento na agenda do Senado.
Movimento gay luta pela aprovação de lei que criminaliza homofobia
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