domingo, 6 de setembro de 2009
ESTREIA
Inserido no Festival Queer Lisboa 2009, dia 19 De Setembro, às 19h15, no Cinema S. Jorge.
Exibido, novamente, no mesmo local, dia 21, 2ª feira, às 15h.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Íris - Mostra Internacional de Animação LGBT
Foram selecionados 21 filmes de animação de curta metragem de diversos países: Brasil, África do Sul, Austrália, Bulgária, Canadá, Dinamarca, EUA, França, Países Baixos, Reino Unido, Suécia e Turquia. Os filmes estão em dois programas especiais (Programa 1 e Programa 2) e serão exibidos em duas sessões diárias (19:00 e 20:30) durante as 3 primeiras terças feiras do mês de setembro (01/09, 08/09 e 15/09). A Íris acontecerá no cinema do CCJF - Centro Cultural Justiça Federal que fica na Avenida Rio Branco, 241, Centro, Rio de Janeiro. A Íris é uma realização do CCJF - Centro Cultural Justiça Federal.
Confira os filmes selecionados, a programação oficial da Íris e participe!
Íris - Mostra Internacional de Animação LGBT
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
What is "Transgender"?
DVDs of this video are now available at
Gender Identity Project (GIP)
Transgender Basics is a 20 minute educational film on the concepts of gender and transgender people. Two providers from the Center's Gender Identity Project (GIP) discuss basic concepts of gender, sexual orientation, identity and gender roles. Three transgender community members share their personal experiences of being trans and genderqueer. The film targets service providers and others working with the LGBT community, but it also provides a fascinating glimpse into gender and identity for the general public. "Our culture likes to make things simple, and gender isn't." Carrie Davis, Transgender Community Organizer, in Transgender Basics. For more information contact the Gender Identity Project at 212-620-7310 or at
Gender Identity Project (GIP)
sábado, 11 de julho de 2009
She's a Boy I Knew
wwwartflickcom, youtube
'She's a Boy I Knew' is a comic, heartbreaking, and uplifting autobiography, in which filmmaker Gwen Haworth documents her gender transition through the voices of her anxious but loving family, best friend & wife. The film refreshingly looks at a family whose bonds strengthen as they re-examine their preconceptions of gender and sexuality.
The film is currently on the film festival circuit. Check for a screening in your area on the film's website at
She's a Boy I Knew
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Marcha LGBT vai contestar discriminações no casamento e na adopção
João Paulo, dirigente da PortugalGay, co-organizadora da Marcha LGBT, referiu à Lusa que pessoas com orientação sexual LGBT constituem famílias «que se amam, que se respeitam, que constroem uma vida em comum mas que, no final, não são reconhecidas como tal».
«Por isso vivem um presente e um futuro incertos», sublinhou.
O dirigente da PortugalGay recordou um ícone da luta pela não discriminação de pessoas LGBT, a transexual Gisberta Salce Júnior, que vivia como uma sem-abrigo, num prédio abandonado da cidade do Porto e que morreu na sequência de sevícias praticadas por menores, em 2006.
O psiquiatra Daniel Sampaio, o dirigente do Bloco de Esquerda José Soeiro e Luís Grave Rodrigues, da Associação Ateísta Portuguesa são, segundo a organização, alguns dos padrinhos da marcha do Porto.
O leque das figuras que apoiam publicamente a iniciativa integra ainda os co-autores de uma emissão televisiva sobre sexualidades no Porto Canal, Manuel Damas e Maria José Guedes, a cineasta Raquel Freire e a argumentista Regina Guimarães.
A marcha do dia 11, a quarta do género na cidade do Porto, vai iniciar-se às 15h na Praça da Republica e termina frente à Câmara Municipal do Porto.
«Na felicidade e na dor, o que faz a família é o amor», será uma das palavras de ordem a entoar pelos manifestantes.
Lusa / SOL
Marcha LGBT vai contestar discriminações no casamento e na adopção
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Índia: Homossexualidade despenalizada
As relações sexuais consentidas entre adultos do mesmo sexo deixam de ser consideradas crime na Índia, de acordo com uma deliberação do Alto Tribunal de Nova Deli.
A Índia que foi governada pelo império britânico até 1947 herdou dos colonizadores a legislação que proibia a homossexualidade, sendo a mesma considerada prática criminosa e punível com 10 anos de prisão, embora a pena raramente fosse aplicada.
No entanto, de acordo com os juízes de Nova Deli, tal legislação deve deixar de ser aplicada desde que as relações homossexuais sejam entre adultos e consentidas.
Esta despenalização não tem alcance jurisprudencial em todo o território indiano. Para já só se aplica a Nova Deli mas, de acordo com as associações de defesa dos direitos dos homossexuais, esta alteração da lei terá um impacto gigantesco e será uma referência para o resto do País.
in CM
quinta-feira, 18 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Homossexualidade: Movimento pelo casamento duplica apoiantes
No espaço de um dia o número de pessoas que subscreveu o manifesto do Movimento Pela Igualdade no casamento civil de pessoas do mesmo sexo duplicou, disse ao CM Miguel Vale de Almeida, promotor do movimento.
"Não estávamos à espera de uma adesão tão elevada no primeiro dia, o que fez chegarmos às duas mil assinaturas", disse. Para Miguel Vale de Almeida esta adesão revela que a sociedade portuguesa está muito aberta a este tipo de mudanças. "Muito mais do que dizem os ‘velhos do Restelo’", acrescentou.
A criação deste movimento poderá levar muitas figuras públicas a assumirem a sua homossexualidade, tal como fez a actriz Ana Zanatti durante a apresentação do movimento, no domingo. Ana Zanatti explicou a sua presença "para reclamar os direitos como cidadã, quer queira ou não utilizá-los". "Nunca senti que os meus sentimentos sejam menores por fazer parte de uma minoria. Por isso exijo respeito", disse.
Entre os subscritores há figuras de relevo das mais diversas áreas, como o Nobel da Literatura, José Saramago, o psiquiatra Daniel Sampaio, ou figuras mediáticas da televisão como Herman José e Merche Romero.
A defesa pelo direito ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo está na origem do movimento que defende o fim da "discriminação explícita na lei e que vai contra a Constituição". "Estamos a falar de uma questão de direitos que devem ser salvaguardados de forma a que haja igualdade, nomeadamente, para aceder à forma reconhecida pelo Estado de união entre duas pessoas", disse Miguel Vale de Almeida.
DEPOIMENTOS
"DEFENDO DIREITOS IGUAIS COM UNHAS E DENTES": M. Luís Goucha, Apresentador TV
Em Novembro, em entrevista, falei da minha relação com o meu companheiro de há onze anos. Defendo direitos iguais com unhas e dentes. Numa relação, questões relativas a assuntos fiscais ou herança têm de ser iguais".
"HOMOSSEXUAIS TEMEM PERDER O EMPREGO": Solange F., Apresentadora TV
Basta ver a lei que temos, que retira direitos aos casais do mesmo sexo, para perceber que esta é uma sociedade onde há homossexuais que não se assumem com medo de perder o emprego ou serem marginalizados".
"SOCIEDADE PERMANECE MUITO HOMOFÓBICA": Carlos Castro, Jornalista
Bato-me para que os nossos direitos sejam os mesmos dos heterossexuais. Assumi a minha homossexualidade desde que vim de África, mas tenho de reconhecer que a sociedade permanece muito homofóbica".
João Saramago
Homossexualidade: Movimento pelo casamento duplica apoiantes
terça-feira, 26 de maio de 2009
Universidade de Aveiro acolhe jornadas de sexologia
As Jornadas da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica vão decorrer no próximo dia 28 de Maio no anfiteatro do Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro.
Sob o tema «Sexologia: Regresso ao Futuro», o evento pretende reunir diversos especialistas no estudo da sexualidade. As Jornadas contam ainda com um programa alusivo à «Sexualidade Feminina», «Sexologia: Perspectivas multidisciplinares» e «LGBT».
O programa arranca com a abordagem de alguns sócios fundadores da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica sobre os 25 anos da história da sexologia em Portugal.
O assunto «LGBT» será apresentado por um grupo de espcialistas que trabalham em questões ligadas à homossexualidade, homoparentalidade e transsexualidade, adianta o Diário As Beiras.
No final das Jornadas está marcada a apresentação do Laboratório de Investigação em sexualidade (SexLab), onde o investigador responsável, Pedro Nobre, irá abordar os assuntos e projectos em investigação.
Universidade de Aveiro acolhe jornadas de sexologia
segunda-feira, 25 de maio de 2009
U.K. Shrinks Reject ’Reparative Therapy’
An April 27 press release from a Gay and Lesbian Mental Health focus group at the Royal College of Psychiatrists; declares, "The Royal College shares the concern of both the American Psychiatric Association and the American Psychological Association that positions espoused by bodies like the National Association for Research and Therapy of Homosexuality (NARTH) in the United States are not supported by science.
"There is no sound scientific evidence that sexual orientation can be changed," adds the release.
"Furthermore so-called treatments of homosexuality as recommended by NARTH create a setting in which prejudice and discrimination can flourish."
In the United States, so-called "reparative therapy," also known as "conversion therapy," has been decried by professional organizations dedicated to mental health concerns, including the American Psychiatric Association (APA), which struck homosexuality from its listing of mental disorders in 1973.
The release noted that in 1992 The International Classification of Diseases of the World Health Organization also struck homosexuality from its list of pathologies, marking an international consensus that gays and lesbians constitute a natural human sexual variation, rather than being victims of disease or deviance.
However, some religiously based organizations still promote the view that gays and lesbians are "disordered." The Catholic church has barred gays from entering seminaries, declaring that they do not enjoy a healthy ability to relate to persons of both genders.
Some groups, most of them religiously based, also promote the notion that through prayer and psychotherapy, gays and lesbians can "convert" themselves into heterosexuals.
While human sexuality may feature some degree of plasticity, especially in adolescents (who frequently go through a phase of sexual experimentation with, and attraction to, others of the same gender), most mental health professionals view homo- and heterosexuality as innate qualities of individuals.
One way of looking at human sexuality, espoused by the American sex researcher Alfred C. Kinsey, proposes that each individual falls somewhere on a "scale" of sexual orientation, the extremes of which exclude attraction to either the opposite gender or the same gender; in the middle, there is room for some degree of bisexuality.
Indeed, there is some evidence to show that at least some individuals identifying as gay or lesbian might refocus their sexual energies on the opposite sex; what is unclear is whether those individuals were innately, and essentially, gay or lesbian to begin with.
But what alarms GLBT equality advocates are attempts from religious and social conservatives to paint gays and lesbians as having "chosen" their sexuality--an argument that makes even many heterosexuals uncomfortable, because it suggests that straights could also have "chosen" to be gay.
Even so, the argument that sexuality is a choice is used repeatedly in efforts to deny gay and lesbian families and individuals equal access to rights and protections enjoyed by virtually every other demographic, including access to marriage rights.
The release stated, "The Royal College of Psychiatrists holds the view that lesbian, gay and bisexual people should be regarded as valued members of society who have exactly similar rights and responsibilities as all other citizens.
"This includes equal access to health care, the rights and responsibilities involved in a civil partnership, the rights and responsibilities involved in procreating and bringing up children, freedom to practice a religion as a lay person or religious leader, freedom from harassment or discrimination in any sphere and a right to protection from therapies that are potentially damaging, particularly those that purport to change sexual orientation."
Without the backing of scientific evidence to support the view that homosexuality is either a choice or a pathology, some religiously-based groups have launched public relations campaigns designed to suggest, or even claim outright, that gays are deviants who have made deviant choices.
In the United States, The National Organization for Marriage attacked family equality efforts with a widely derided ad in which actors portrayed heterosexual individuals expressing fear over a "storm" in which GLBT individuals would demand equal treatment before the law and--the group claimed--automatically trample the religious freedoms of heterosexuals in the process.
The ad relied on cases in which religious groups and individuals had come into conflict with state anti-discrimination laws and policies.
A six-minute anti-gay ad raised hackles, and drew jeers, in West Virginia and beyond last February for making similar claims, and for depicting a heterosexual couple and their children as being sited with a sniper-scope.
Around the same time, a paid hour-long advertisement called "Silencing the Christians" claimed that gay rights groups were allowed to demand their rights with rallies while similar demonstrations by Christians were targeted by authorities determined to "persecute" people of faith.
Earlier this year, a Michigan TV station declined to air that hour-long anti-gay ad, leading to condemnation from religious conservatives.
In Canada, a similar paid program was yanked from the airwaves after gay and lesbian groups complained to Canadian Television (CTV). The ad was produced by Life Productions , and made the claim that gays and lesbians can "choose" to become heterosexual.
The ad also made the claim that "many homosexuals don’t want to be homosexual."
The commercial featured an "ex-gay" minister, John Westcott, whose Exchange Ministries promises gays that they can be "cured" of their "affliction."
In the commercial, which is half a minute long, Westcott delivers the following speech:
"You hear a lot about gay rights, gay marriage and the gay lifestyle being taught in our public schools for children, but what many people don’t realize, and seldom hear, is that many homosexuals don’t want to be homosexual.
"What many who are struggling with homosexuality don’t realize, and seldom hear, is that they can change.
"I should know--for 13 years, I used to be one."
The ad was scheduled to run for a year, according to a March 10 article at anti-gay religious site LifeSiteNews, but was pulled after three days.
CTV apologized for airing the ad (which was rated as "mature" and slotted to run after 9:00 p.m. by an outside agency), and claimed that its contents were not known to the company’s officials.
Said Sarah Crawford, the Vice President of Public Affairs for CTV, "I assure you that had CTV known the content of the ad, it would not have gone to air."
Following complaints about the ad, Crawford said, "Station personnel then reviewed the ad, deemed it inappropriate for telecast and immediately pulled it off the air," the article reported.
LifeSiteNews.com noted that rival Facebook pages were set up, one decrying the ad’s claims and the other demanding the return of the ad.
The article carried a quote from the head of Life Productions, Jason Johns, who said, "The commercial doesn’t promote hate. It doesn’t promote discrimination. It promotes knowledge, and information."
Johns also denied that gays and lesbians were harmed by the ad, saying, "What we were doing was reaching out to, and educating people that there is a community of people who practice homosexuality that are not interested in practicing homosexuality, in that they want help."
The LifeSiteNews article cited science only to claim that "no scientific evidence" supports the hypothesis that homosexuality is an innate characteristic from birth for some people.
However, homosexuality has been noted well over 1,000 animal species other than human beings, including birds, insects, and other mammals.
And brain scientists have found tantalizing clues that indicate that gay and lesbian brains are physiologically different from those of heterosexuals: in one recent study in Sweden neurologists discovered that the brains of gay men are more like the brains of straight women than of straight men.
Similar results were discovered when the researchers used medical scanning to observe the workings of lesbians’ brains, which operate similarly to those of heterosexual men.
Indeed, the debate over whether physiological differences between gays and straights are authentic--and meaningful--has raged since Dr. Simon LeVay’s 1991 paper "A Difference in Hypothalamic Structure Between Heterosexual and Homosexual Men" was first published in the journal "Science."
The paper documented LeVay’s discovery that, on average, gay men had a smaller cluster of specialized neurons in their hypothalamuses than did heterosexual men.
Subsequent research has offered other indications that brain physiology may indeed account for the deep-seated and spontaneous feelings of same-sex attraction that gays and lesbians experience.
The fact that gays and lesbians exist in similar numbers across all nationalities, ethnicities, and other demographic divides, further indicates that homosexuality is a naturally-occurring and species-wide phenomenon.
However, the question of human sexuality is a large one, and specifics are still hard to pin down. Johns postulated that a population does exist that wish to--and can--alter their deep-seated feelings of sexual attraction for members of their own gender.
Johns condemned the ad’s removal from the airwaves on their behalf, saying, "What about these people who want help, who the commercial was actually for?"
Added Johns, "I’m concerned about our freedom of speech as well."
Johns went on, "If our freedom of speech is jeopardized, if it’s taken away, then who can advocate for these people?
"According to the pro-gay activists, no one is allowed to advocate for them. And I think that that’s where the real dictatorship and discrimination comes in."
Johns fell back on the long-used claim that GLBT equality proponents are largely "intolerant" of dissenting views, saying, "They accuse us of hating, they accuse us of being haters, and discrimination. That’s just not true.
The article claimed that Johns had received threatening email messages.
"We retain the e-mails that they do send us, because that’s evidence of where the real hatred and where the real discrimination exists," said Johns.
While some in the GLBT equality camp would argue that gays and lesbians who are miserable about their sexuality are only unhappy because of the legal and social attacks to which the GLBT community is subjected, Johns sought to reverse that viewpoint, claiming instead that those whose homosexuality makes them unhappy are intimidated by other gays into hesitating to accept a "cure" and to "convert" to heterosexuality.
Claimed Johns, "There’s a lot of fear and a lot of intimidation imposed by the pro-gay community, that I would think that anyone who claims to be homosexual and wants to get help, I think that in that sort of environment they would not feel comfortable voicing their opinion or their concern because of the response that they would get."
The article noted that Life Productions offers no counseling services itself to those wishing to "convert" to heterosexuality, offering referrals instead.
But the effectiveness of such therapies, and even their ethics, are still in question. A Wikipedia entry on the subject listed an array of techniques that have been employed in attempts to "convert" gays, including "behavior modification, aversion therapy, psychoanalysis, primal therapy, Bioenergetics, reparative therapy, hysterectomy, ovariectomy, clitoridectomy, castration, pudic nerve section, lobotomy, hormone treatment, pharmacologic shock treatment, treatment with sexual stimultants and depressants, the reduction of aversion to heterosexuality, electroshock treatment, group therapy, rational emotive therapy, and hypnosis."
The article went on to note that, "Mainstream American medical and scientific organizations have expressed concern over the practice of conversion therapy and consider it potentially harmful."
Not even all "ex-gays" claim to be heterosexual: while some report a satisfying life of heterosexuality after having "left behind" their gay impulses, others report that they continue to "struggle" with their own spontaneous and naturally-occurring emotions regarding members of their own gender, with a form of sexual suppression, or asexuality, being the end result.
What is murky about such reports is whether those who say they have "converted" were ever gay to begin with, or whether they are bisexual, and thus genuinely able to direct their interest toward one gender or the other.
What’s more, the "ex-gay" movement has proven so controversial that there is even a counter-movement of former "ex-gays," or "ex-ex-gays," as it were.
One of the leading opponents of the "ex-gay" movement is Wayne Besen , author and head of the group Truth Wins Out, which counters groups dedicated to the "ex-gay" movement such as Love Won Out , which is affiliated with the anti-gay group Focus on the Family.
U.K. Shrinks Reject ’Reparative Therapy’
sábado, 23 de maio de 2009
Aluna proibida de apresentar trabalho sobre Harvey Milk
Texto retirado de pinknews.co.uk
"A California school which illegally censored a sixth-grade student's presentation of gay rights activist Harvey Milk may face a lawsuit.
Natalie Jones, who attends Mt Woodson Elementary School, was barred from showing her presentation out in class.
Instead, she was told she would have to show it during lunch break and only students with parental permission were allowed to attend.
According to the American Civil Liberties Union (ACLU) which is handling the case on the student's behalf, the school violated her rights to free speech.
The school told Natalie's mother Bonnie Jones that she couldn’t give her presentation because of a district board policy on “Family Life/Sex Education".
Part of the policy reads: "(P)arents/guardians shall be notified in writing about any instruction in which human reproductive organs and their functions, processes, or sexually transmitted diseases are described, illustrated, or discussed. In addition, before any instruction on family life, human sexuality, AIDS or sexually transmitted diseases is given, the parent/guardian shall be provided with written notice explaining that the instruction will be given…”
“Schools that act as if any mention of the existence of gay people is something too controversial or ‘sensitive’ to discuss are doing a disservice to their students,” said Elizabeth Gill, a staff attorney with the ACLU’s national LGBT Project.
“This school completely overstepped its bounds in trying to silence Natalie Jones by shunting her presentation off to a lunch recess time and misusing a school policy to justify requiring parental permission to see it.”
Natalie's mother said: "This whole thing is unbelievable – first my daughter got called into the principal’s office as if she were in some kind of trouble, and then they treated her presentation like it was something icky.
“Harvey Milk was an elected official in this state and an important person in history. To say my daughter’s presentation is ‘sex education’ because Harvey Milk happened to be gay is completely wrong.”
The ACLU has sent a letter to the school demanding that Natalie should be sent a written apology, which in turn, parents should be told about.
It added that the student should be allowed an opportunity to give her presentation to all the other members of her independent research project class and that the school should clarify in writing that the parental notification and permission portion of the “Family Life/Sex Education” policy only applies to the curricula identified as “course content” for “Family Life/Sex Education instruction”.
It has said it will give the school district five days to respond, after which it may begin legal action on behalf of Natalie.
"
terça-feira, 19 de maio de 2009
The International Day Against Homophobia and Transphobia
The International Day Against Homophobia and Transphobia (IDAHO) was marked in more than 50 countries yesterday, May 17th 2009.
IDAHO seeks to raise awareness of gay and lesbian issues, celebrate sexual and gender diversity, and bring an end to homophobia around the world. The theme this year was ‘homosexuality knows no borders’.
IDAHO occurs every year on May 17th because on this date in 1990 the World Health Organisation removed homosexuality from its list of mental illnesses.
Events were held around the world including in Sydney where Community Action Against Homophobia (CAAH) held a rally aptly beneath the ‘I have a dream’ mural in Newtown. The main aims of the rally were to call for the legalisation of same sex marriage in Australia, highlight the need to tackle transphobia and continue working towards an end to homophobia globally.
"
Retirado de
pinknews IDAHO
Sidney IDAHO - 2008
Cuba
euronews nocomment
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Portugal: Sobre a sexualidade e o género
Os colectivos e associações abaixo referidos vêm desta forma condenar publicamente as escandalosas declarações do psiquiatra Adriano Vaz Serra, presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e de Saúde Mental (SPPSM), e de João Marques Teixeira, presidente do Colégio da Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos, em entrevista à jornalista Andreia Sanches, do Jornal Público do passado dia 2 de Maio.
Para estes dois médicos, não apenas é possível condicionar medicamente a orientação sexual e identidade de género dos/as indivíduos, como desejável, sendo a homossexualidade ou a identidade de género das pessoas transgénero, naturalmente, doenças mentais.
O que mais escandaliza em tais declarações não é apenas a sua carga de conservadorismo moral e falta de critério profissional – a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença ao ser retirada da lista de perturbações psiquiátricas em 1973, pela Associação Americana de Psiquiatria -, mas que elas venham de pessoas com altas responsabilidades cívicas e públicas, dirigentes da SPPSM e da Ordem dos Médicos.
O mais inaceitável e imponderável é o impacto deste tipo de declarações de “peritos”, nas vidas e na auto-estima de tantas pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgénero (LGBT) que já enfrentam diariamente enormes dificuldades na sua auto-aceitação e visibilidade pública, como comprovam as taxas de suicídio entre jovens LGBT, claramente mais altas do que a média geral. Daí, a irresponsabilidade e ausência de ciência dos autores destas declarações retrógradas e incompatíveis com as linhas de orientação terapêuticas da APA.
É fácil imaginar, aliás, o que espera os/as “pacientes” que caiam nas mãos de médicos com as práticas correspondentes a estes discursos, desactualizados face ao conhecimento científico, e que estão a indignar boa parte dos seus colegas de profissão, como se vê pela denúncia de Daniel Sampaio na sua crónica deste domingo na revista Pública, onde caracteriza o sucedido como exemplificativo de um caso em que “desaparecem os valores e surgem as crenças”.
São particularmente graves as declarações do responsável da Ordem dos Médicos, em que este afirma que em alguns casos é possível "re-enquadrar a identidade de género e as opções de relacionamento" de alguém que sente atracção por pessoas do mesmo sexo. A Ordem dos Médicos, representante de uma classe e forçosamente parte da promoção das boas práticas profissionais, revela-se afinal promotora do preconceito e de práticas atentatória dos direitos e da saúde de pacientes. Preocupante é que seja caso único na Europa ao deter um poder arbitrário de decisão final sobre os processos de mudança de sexo, e que detenha esse poder discricionário alguém que acha que é possível “reenquadrar” a identidade de género e a orientação sexual das pessoas – o que não seria mais do que um atentado contra os Direitos Humanos.
Os colectivos e associações abaixo referidos pensam ser da maior relevância que o bastonário da Ordem dos Médicos quebre um silêncio ensurdecedor e se pronuncie pública e urgentemente sobre esta questão e estas declarações. Com critério científico, e com o critério moral e social de não permitir que, a partir da Ordem, se emitam valores e crenças discriminatórios e atentatórios do dever da classe médica e da saúde dos/das utentes.
Subscrevem:
- Clube Safo
- GAT - Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA
- MPE - Médicos Pela Escolha
- não te prives – Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais
- Panteras Rosa – Frente de Combate à LesBiGayTransfobia
- Poly_portugal
- PortugalGay.pt
- UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta
Portugal: Sobre a sexualidade e o género
Mais em:
Associações escandalizadas com terapias para mudar de orientação sexual
terça-feira, 12 de maio de 2009
Movimento gay luta pela aprovação de lei que criminaliza homofobia
As atenções de pelo menos 200 organizações que lutam pela liberdade de orientação sexual no Brasil voltam-se, no próximo quarta-feira, para o Senado brasileiro na expectativa de que seja votado e aprovado o projecto de lei 5003/2001, que mais tarde se tornou o projecto de lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia.
A chamada "lei da homofobia", cujo projecto estava pronto desde 2006 à espera de ser votado, no entanto, segundo Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), enfrenta obstáculos que atrasam a entrada do documento na agenda do Senado.
Movimento gay luta pela aprovação de lei que criminaliza homofobia
sábado, 9 de maio de 2009
'Gay man' disinterred in Senegal
The man, in his 30s, was first buried on Saturday before residents of the western town of Thies dug up his body and left it near his grave, police say.
His family then reburied him, but he was once more exhumed by people who did not want him buried there. His body was dumped outside the family house.
Senegal outlaws homosexual acts but there is a tradition of effeminate men.
A police officer told the AFP news agency that the body was eventually buried away from the cemetery.
The state-owned Le Soleil newspaper reports that it was buried within the grounds of the family home.
"Goor-jiggen" (men-women) dress up as women, socialise with females and have long been tolerated in Senegal, a majority Muslim country. However, attitudes seem to be changing.
The AFP news agency reports that local imams, as well as some newspapers and radio stations, have denounced homosexuals after an appeals court last month overturned the conviction of nine people for homosexual acts.
They had been sentenced to eight years in jail after being found guilty of "indecent conduct and unnatural acts".
The men, who were part of an HIV/Aids group, were arrested in December at a flat in a suburb of the capital, Dakar.
In February 2008, the editor of a magazine in Senegal received death threats after publishing pictures claiming to depict a wedding ceremony between two men.
'Gay man' disinterred in Senegal
O “casamento” dos homossexuais
Tanto as autarquias, como os Centros de Saúde, estão devidamente alertados para este facto, chamando-se, constantemente, a atenção, para a desertificação que está a acentuar-se, no Interior do País, com todas as perniciosas consequências que daí advêm.
Muitos dos presidentes de Câmaras, numa desesperada, mas louvável, tentativa de inverterem esta situação, já criaram incentivos, não só para se processar o aumento da natalidade, como para a fixação de jovens nos seus concelhos, oferecendo-lhes terrenos, a preços simbólicos e facultando-lhes projectos de construção de casas e até crédito e auxílios vários para poderem edificar as suas próprias habitações. Mas até agora, tudo tem resultado em vão. E, para agravar a situação, surgiu a ideia luminosa, do Ministério da Saúde, de encerrar grande número de maternidade, obrigando a que muitos portugueses nasçam em reduzidos e incómodos espaços de ambulâncias de bombeiros voluntários e outros tivessem de, pela primeira vez, ver a luz do dia, em Badajoz.
Mas o problema não é só de agora, pois já vem de longe. Em 2001, nasceram em Portugal, apenas 112.825 nados vivos, ou seja, menos 7.246 do que no ano de 2000. Daí para cá, os nascimentos têm vindo sempre a decrescer.
Isto deve preocupar todos os portugueses, onde há uma população envelhecida. E mais deve inquietar ainda, quando vemos parte da Juventude Socialista, o Bloco de Esquerda e seus afins, a lutarem, desesperadamente, para que sejam legalizados os chamados “casamentos dos homossexuais”.
Estaremos na raia da loucura, em auto-gestão? Será deste modo que se incentivarão os jovens a terem mais rebentos biológicos?
Para que não restem dúvidas, veja-se algumas das declarações, respigadas dum discurso político do líder da Juventude Socialista, Duarte Cordeiro proferidas no último Congresso do Porto e transmitidas na TSF, às 16H51, do dia 20 de Julho de 2008: “O casamento homossexual é uma imposição do princípio da igualdade, acreditando que o PS se empenhará na defesa, desta causa. Deparamos com uma das poucas desigualdades existentes na Lei, impondo-se a alteração, a vários níveis”. Logo de seguida, Duarte Cordeiro asseverou, peremptoriamente: “Trata-se da felicidade de milhares de pessoas deste País”. Duarte Cordeiro reafirmou, mais tarde, aos órgãos da Comunicação Social que “os jovens socialistas estão vivamente empenhados nesta batalha, pelos direitos fundamentais dos cidadãos e cidadãs homossexuais, embora estejamos cientes que a alteração da Lei se deva através da força reformista do PS e do seu empenho na defesa das liberdades em democracia”. Bonita tirada, não há dúvida… Só que, temos seguro conhecimento de que grande parte dos militantes socialistas, jovens e não jovens, não parecem muito dispostos a comungarem desta opinião do líder da JS. Nada nos admira esta atitude. Caso contrário, ficaríamos desolados, ao saber que as maiores preocupações deste grande partido, eram assim tão redutoras e tão pouco ambiciosas. Como é possível, havendo problemas tão graves, a resolver n a nossa sociedade, como seja o desemprego, onde 70 mil jovens licenciados procuram ocupação; onde todas as semanas há fábricas e encerrarem os seus portões e espaços comerciais a ficarem insolventes; onde a fome já é uma triste realidade; onde os leques salariais são uma verdadeira afronta e um desolador ultraje a quem trabalha: onde os assaltos, à mão armada, são o pão nosso de cada dia: onde a Justiça perdeu toda a credibilidade; onde se faz para destruir a Família e diluir os alicerces fundamentais do matrimónio; onde o empobrecimento do erário público é já uma preocupante realidade, à vista de quem quer que seja: o sistema bancário está periclitando; onde tudo isto acontece, a Juventude Socialista abstrai-se de todas estas “bagatelas” e concentra toda a sua estuante força e sinergia partidária, no “casamento dos homossexuais”. Até parece que oficializando a união pelo “casamento”, de dois homens ou de duas mulheres, conhecidos em linguagem popular por “larilas” e por “lésbicas”, todos os problemas ficam resolvidos. Será esta, a preocupação mais premente da Juventude Socialista? Eu não acredito. Até porque, a grande maioria da mocidade socialista, não defende tão aberrantes e mesmo dentro do PS, há, felizmente, uma grande corrente que repudia esta forma de pensar, à frente dos quais se situa a deputada Maria do Rosário Carneiro.
Se já há poucos nascimentos, com os chamados “casamentos homossexuais”, então o número de nasciturnos desceria drasticamente. Será assim que a JS deseja contribuir para atenuar a desertificação do Interior do País? Será que a JS vai organizar manifestações, colóquios e comícios para pederastas e lésbicas? Será que vamos assistir a marchas de GAY’s, integrados nas campanhas eleitorais e na propaganda socialista, nos próximos actos eleitorais?
Muitos desatinos, disparates e loucuras, têm acontecido, ultimamente, neste País, cada vez mais decadente, corrupto, desacreditando e endividado.
Uns, levando instituições de crédito à falência e outros atentando contra ancestrais valores morais e princípios de ética social, numa tentativa de destruição da célula básica de todas as Sociedades, que é a FAMÍLIA.
Neste pélago de desvarios, nem sequer temos, uma Oposição forte destemida e contundente. Se tivéssemos líderes à altura, frontais e tenazes quando José Sócrates invectivou Manuela Ferreira Leite, alegando que o PS era um Partido de Liberdades e não era conservador (alusão presumível aos “casamentos dos homossexuais”), a líder dos Sociais Democratas poderia ter retrucado, de maneira estentórea e com certa retumbância, em defesa da democraticidade do seu Partido de sempre e onde José Sócrates também já militou. Mas não. Talvez com receio de perder os votos …
Por: Fabião Baptista
O “casamento” dos homossexuais
sexta-feira, 8 de maio de 2009
"Educação influencia comportamento homossexual"
01h01m
Ilídio Leandro, bispo de Viseu, não retira uma vírgula ao que tem dito e escrito sobre temas polémicos no seio da Igreja Católica.
Lamenta que algumas das suas posições tenham sido reveladas fora do contexto, mas mantém a defesa do uso do preservativo para evitar doenças e da separação de casais em casos de violência doméstica.
Apoia o fim do celibato dos padres e condena o enriquecimento ilícito. Em entrevista ao "Jornal de Notícias" realça a solidariedade de outros bispos, diz não estar a ser perseguido por delito de opinião, mas revela perplexidade pelo "fundamentalismo" expresso por leigos de vários cantos do Mundo.
Não esperava reacções tão negativas dos leigos às suas posições?
Não desta forma. Sei que há clivagens, muitas vezes por ignorância ou desconhecimento, mas não contava receber tantas mensagens e e-mails de leigos a condenar o que disse ou escrevi. Pessoas que não conheço, inclusive de outras nacionalidades, reveladoras de um fundamentalismo tremendo que eu não pensava existir. Reacções muito violentas que me deixaram chocado. Interrogo-me se não devemos ser todos mais tolerantes.
A Santa Sé pediu-lhe explicações sobre a defesa do preservativo?
Não. Nem estava à espera que isso acontecesse. Na igreja há pluralismo e respeito absoluto pela pessoa humana, pela sua dignidade, pelas suas diferenças e valores.
E os bispos portugueses?
Estive em Fátima quatro dias, num encontro episcopal, e fui tratado com muita amizade e compreensão pelos colegas. Como de resto aconteceu com a comunidade, padres e leigos, da minha diocese. Quem leu o artigo sobre o uso do preservativo reconhece o contexto em que o escrevi.
Que contexto foi esse?
Escrevi o artigo a admitir o uso do preservativo, na linha da doutrina da igreja, para fazer vir ao de cima temas que Bento XVI desenvolveu na visita que fez a África e que os jornalistas ignoraram. A única coisa que causou alarido foi o Papa ter condenado a utilização do preservativo, considerando que a sua distribuição não resolvia o problema da Sida.
A culpa é dos jornalistas?
Na verdade fizeram comigo o que fizeram com o Santo Padre: descontextualizaram a palavra preservativo. Foi um mau serviço, mas não creio que o tenham feito por má fé. O desconhecimento da realidade, leva a que surjam nos jornais, como escândalo ou novidade, coisas que fazem parte da doutrina da Igreja. A culpa se calhar também é nossa por ausência ou deficiente comunicação.
Mas defendeu o preservativo enquanto o Papa o condenava...
Defendi que uma pessoa infectada por doença, que não abdique de ter relações sexuais, mesmo sabendo que há o risco de contaminar ou até provocar a morte do parceiro, é moralmente obrigada a prevenir-se. Isso faz parte da doutrina social da Igreja. O Papa Bento XVI, responsável pela Igreja Universal, tem de apontar o ideal. Não podem esperar que ele diga outra coisa.
Controlar a natalidade com métodos naturais faz sentido hoje?
A Igreja aceita e propõe métodos naturais para uma paternidade e maternidade responsável. Deixa de fora os recursos artificiais. Mas há excepções. Em períodos transitórios, os casais podem usar métodos artificiais de controlo da natalidade, desde que nunca sejam abortivos e tenham sido determinados pelos médicos.
Diz defender uma Igreja para as pessoas do século XXI...
Na Idade Média a Igreja esteve atenta às pessoas da época. O século em que vivemos tem de fazer o mesmo. É preciso ter respostas para as novas realidades.
Não há aqui uma contradição?
Creio que não. Embora a Igreja aconselhe e busque o ideal, nunca vai abandonar quem falha, quem usa a pílula, quem faz o aborto. Estará sempre ao lado das pessoas feridas, caídas e que pela sua fragilidade ou até pela sua falta de formação, não aceitam e acompanham a vida da igreja.
Há dias defendeu o fim do celibato dos padres. Mais uma polémica?
Não é meu propósito. Neste caso, e sempre que me pedem opinião, recorro à doutrina da Igreja. O celibato dos padres, fundado no século XI, já vinha de um hábito e de uma tendência muito anterior, fruto de uma opção radical por Jesus Cristo e por uma consagração efectiva a Deus. Fruto dessa realidade, a Igreja latina, ao contrário das oriental e ortodoxa, mantém essa prática. Essa lei que no século XI se estabeleceu poderá a seu tempo, com uma reflexão profunda e madura, ser alterada.
O tema está em cima da mesa?
Neste momento, não. Mas a seu tempo pode haver alterações.
Poderia ser uma solução para atacar a crise de vocações?
Tenho dúvidas. As igrejas ortodoxa e do oriente, que aceitam homens casados ou que venham a fazê-lo, têm testemunhado que isso não ajudou a resolver o problema das vocações. Ser sacerdote, muito mais do que ser casado ou não, é assumir um estilo de vida ligado a valores intrínsecos e a uma entrega total aos outros.
Há quem defenda a ordenação de mulheres...
Ao contrário do que acontece com os homens, a ordenação de mulheres não tem tradição na Igreja primitiva nem no tempo de Jesus. Fazê-lo implicava uma alteração profunda no seio da Igreja. Esta realidade não significa, no entanto, um menor reconhecimento pela dignidade e igualdade da mulher.
Apoia a separação do casal num cenário de violência doméstica?
Apoio. Mas isso é doutrina. Não é novo. A igreja tem três propostas para os casos em que se verifique violência doméstica: acreditar até ao fim que é possível a reconciliação; aceitar a separação de pessoas e bens temporária ou definitivamente, quando não for possível o reencontro; e, quando por qualquer razão essencial o casamento falhou, aconselha o recurso à nulidade do matrimónio.
A verdade é que já anulou meia dúzia de casamentos...
Sou bispo há dois anos e meio e já assinei meia dúzia de casos. Isto não é apoiar o divórcio, mas aceitar a decisão de anulação determinada pelo Tribunal Eclesiástico. Nesse caso, o homem e a mulher ficam novamente solteiros e podem voltar a casar e a refazer as suas vidas.
Tem levantado a voz contra o enriquecimento ilícito e a injustiça...
É injusta a grande diferença entre ricos e pobres em Portugal. É injusto e imoral que se criem empregos para pessoas que usaram, muitas vezes mal, o seu lugar de gestor público. Muitas vezes para seu benefício e prejudicando o bem comum. E que depois são premiadas com novos empregos e nomeações fictícias para continuarem a ter benesses chorudas, com prendas e luvas acrescidas.
O que deve ser feito?
Denunciar. Denunciar, proclamar valores e dar o exemplo.
Vêm aí três actos eleitorais. Qual deve ser o papel da Igreja?
Alertar para o direito e o dever de votar. É a primeira coisa. Depois, porque o acto de votar pressupõe a formação de uma consciência, cabe a cada um avaliar as propostas dos diferentes partidos. A estes, apelamos a que não deixem escondidas na gaveta propostas que mais tarde, sem aviso, aplicarão com o poder que lhes foi dado pelo povo.
Quer revolucionar a Igreja?
Não sou revolucionário. Nem quero. Sinto apenas que a Igreja deve ser prospectiva, estar atenta ao Espírito Santo, combater a neutralidade, aprofundar as propostas de renovação do Concílio Vaticano II e não andar atrás dos outros a apagar fogos.
O protagonismo ajuda a mudança?
O protagonismo é indesejável e desvia da unidade e comunhão. Temos de respeitar a individualidade intrínseca a cada ser humano e fazer tudo para que haja pessoas felizes no século XXI.
O que pensa a Igreja da qual é pastor sobre homossexualidade?
A homossexualidade é uma vivência sexual que não é aquela que a Igreja Católica defende e procura promover entre as pessoas. O que a Igreja reconhece, apoia e estimula é a relação normal para o casal e para a família: a relação entre o homem e a mulher.
É dos que partilha a ideia de que a homossexualidade é um desvio?
Não tenho competência técnica e científica para fazer uma afirmação peremptória sobre essa matéria. Mas existem vários estudos publicados, na sua maioria da autoria de psicólogos e psiquiatras, que têm dedicado boa parte da sua vida a aprofundar estas questões, a sustentar que a educação na infância influencia o comportamento homossexual.
O ambiente familiar é então determinante na orientação sexual...
Segundo alguns especialistas e estudiosos, sim. A educação na infância, o modo de vida das famílias e todo o contexto em que as crianças começam por desenvolver a sua personalidade, ditam o seu comportamento futuro. A vários níveis, inclusive sexual.
Onde fica o factor hereditário da homossexualidade?
A maioria dos psicólogos identifica sobretudo o contexto familiar e a sua influência na orientação sexual dos mais novos. São poucos os que ligam o comportamento homossexual à hereditariedade. Mas não sou redutor nem fundamentalista. Sei que também há muitos casos de médicos que justificam a homossexualidade masculina e feminina com factores de natureza hereditária. Temos de respeitar as duas teses.
Em qualquer dos casos, qual é a postura do bispo de Viseu?
A Igreja, e eu não sou excepção, faz apelo à educação nas famílias orientada para a promoção de valores que salvaguardem o bom ambiente familiar. Uma relação positiva entre o homem e a mulher, um amor profundamente vivido em todo o ambiente que rodeia pais e filhos, seguramente que será um bom exemplo e terá bons resultados na formação integral das crianças e adolescentes a todos os níveis.
Seja qual for a natureza, a homossexualidade é uma realidade...
A exemplo do que já afirmei a propósito de problemáticas que têm a ver com a vida das pessoas, a Igreja defende o ideal. Mas não vira as costas a quem não o segue. Pelo contrário. Em última instância, a Igreja quer que os homens e as mulheres, independentemente das suas opções e comportamentos, sejam pessoas felizes. Todos temos direito à felicidade.
in JN
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Homossexuais preparam movimento de pressão
00h30m
"Movimento pela Igualdade". Assim se chamará o movimento a favor do casamento civil homossexual, que está a ser preparado por vários grupos LGBT, com o apoio de sindicatos e outras associações da sociedade civil.
Sigilo tem sido a palavra de ordem para um grupo constituído por vários elementos representativos de associações e activistas das causas de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros (LGBT) que, desde há duas semanas, preparam a criação daquele movimento cívico, cujo o objectivo é funcionar como força de pressão para colocar na ordem do dia, até às eleições legislativas, a questão dos casamentos civis para casais do mesmo sexo.
"Movimento pela Igualdade" será apresentado publicamente no fim deste mês, estando aquele grupo de trabalho a sondar várias personalidades da vida pública nacional, desde políticos a cantores, para darem a cara pela causa. Rui Rio, presidente da Câmara do Porto, Catarina Furtado, Miguel Sousa Tavares, Xana, vocalista dos 'Rádio Macau', ou Teresa Caeiro, deputada do CDS/PP, são apenas alguns entre as centenas de notáveis que constam na listagem de contactáveis, a que o JN teve acesso.
Segundo uma fonte ligada ao processo, serão estas figuras que irão liderar tal movimento nos próximos meses e não os activistas LGBT. "Este grupo [fundacional] cessará as suas funções no dia em que for apresentado o movimento", explicou.
"O PS já admitiu que pretende promover a igualdade de direitos, acabando com essa barreira que impede os casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, caso vença as eleições. Mas queremos colocar os outros partidos e a sociedade a discutirem o assunto", acrescentou aquela fonte, frisando que os moldes do "pela Igualdade" terão como exemplos os movimentos "pelo Sim", que defenderam a despenalização do aborto no referendo.
O movimento começou a ser delineado numa reunião que ocorreu na sede do Sindicato dos Professores de Lisboa, juntando as diversas associações e activistas do meio LGBT, que há mais de seis anos não se encontravam de modo tão formal.
"O afastamento entre todos ocorreu quando se questionou o modo de acção de determinados grupos e pessoas, além das divergências políticas que tornaram evidentes algumas clivagens que já existiam", disse outro dos participantes daquele encontro, onde também estiveram membros das duas centrais sindicais [CGTP e UGT], da Associação para o planeamento da família, ou da "Médicos pela Escolha", entre outros grupos que em comum partilham o facto de já participado nos cinco movimentos pela despenalização do aborto.
in JN
terça-feira, 5 de maio de 2009
Lindsay Lohan e Samantha Ronson passam noite juntas
Depois disso, o casal de lésbicas até já teria mudado o seu estado nos seus perfis do Facebook, com Samantha a deixar de ser «solteira» para passar a ser «casada» e Lilo a exibir um «É complicado» para definir a sua situação amorosa.
Desde que o namoro acabou, Lindsay tem sido vista quase todas as noites em bares e discotecas de Los Angeles, nos EUA, chamando a atenção pela sua aparência esquelética. Os amigos da actriz, preocupados, consideram que o seu comportamento é um pedido de ajuda de uma pessoa desesperada.
«Ela quer que Sam veja como a está a magoar e quer que Hollywood a veja como uma artista atormentada, que se está a arruinar… Isto é um sintoma de algo muito mais grave: a necessidade de ser notada», argumentou uma fonte próxima, citada pela revista People.
Recentemente, a artista esteve no programa de Ellen DeGeneres, revelando que «nem sabia» que a sua relação com Samantha Ronson tinha terminado. «Não percebi o que estava a acontecer, a Sam desapareceu durante uma semana, foi isso», explicou.
A actriz argumentou ainda que a maioria das informações publicadas nos tablóides «são grandes mentiras», apesar de não ter desmentido que a DJ teria pedido uma ordem de restrição contra ela. «Olhe para mim, o que poderia eu fazer?!», questionou sorrindo, sem dar, concretamente, uma resposta.
A também cantora negou que o seu namoro lésbico tenha acabado devido a uma traição. «Não acredito em traições, porque vi o meu pai fazer isso com a minha mãe a vida toda e eu não faço isso», garantiu, acrescentando, no entanto, que ela e Samantha ainda se falam e acabaram por ficar «boas amigas».
«Quero concentrar-me na minha carreira, até porque agora estou a preparar espectáculos e tenho um filme a ser lançado em Outubro», explicou. «Quando estamos com alguém, perdemos um pouco a noção de quem somos e eu quero voltar a encontrar-me novamente, voltar a ser eu mesma», defendeu.
Lindsay Lohan e Samantha Ronson passam noite juntas


