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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pinguins gays adoptaram cria abandonada

Dois pinguins Humboldt machos «gays» chocaram um ovo abandonado e tornaram-se nos pais adoptivos da cria rejeitada. O caso aconteceu no jardim zoológico de Bremerhaven, na Alemanha, e a decisão de entregar o ovo abandonado aos machos Z e Vielpunkt prendeu-se com o facto de o casal ter sido observado a tentar chocar uma pedra.

A cria nasceu há quatro semanas e parece fazer as delícias dos pais. Segundo o jardim zoológico «Z e Vielpunkt aceitaram o «presente de Páscoa» e começaram a chocá-lo de imediato».

Segundo a BBC Brasil, inicialmente o jardim zoológico de Bremerhaven ficou conhecido em 2005 quando revelou os seus planos de «testar» a orientação sexual de pinguins com tendências homossexuais.

«Desde o nascimento do filhote, eles comportam-se da maneira que era esperado que um casal heterossexual comporta-se. Os dois pais estão felizes e passam os dias a protegera, a cuidar e a alimentar o filhote adoptado», revela o jardim zoológico.

Os pinguins de Humboldt são normalmente encontrados na costa do Peru e do Chile, mas segundo a agência de notícias AFP, sua população vem decrescendo por causa da pesca intensiva na região.

Jardim zoológico testa orientação sexual

O zoológico de Bremerhaven ficou conhecido em 2005 por conta de seus planos de «testar» a orientação sexual de pinguins com características homossexuais.

O comportamento «gay» entre pinguins machos já tinha sido observado, assim como a criação de crias por parte destes casais.

O comportamento homossexual está documentado entre varias espécies de animais. No entanto, segundo Stuart West, biólogo especializado da Universidade de Oxford, não é se sabem detalhes do mesmo.

Inicialmente, três casais de pinguins machos foram observados a tentar acasalar e a tentar chocar pedras. O jardim zoológico chegou a colocar quatro fêmeas junto com os machos, na tentativa de que a espécie ameaçada se reproduzisse. No entanto, o plano teve de ser abandonado pois os defensores dos direitos gays acusaram o zoo de interferir no comportamento dos animais.

Pinguins gays adoptaram cria abandonada

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Associação procura defender direitos de polícias gays e lésbicas

Foi constituída a primeira associação que pretende defender os direitos dos polícias gays e lésbicas existentes na Polícia de Segurança Pública (PSP). À TSF, o coordenador deste grupo revelou que são sobretudo os colegas que partem para atitudes discriminatórias.

A jornalista Guilhermina Sousa conversou com o coordenador da IXY, Belmiro Pimentel, sobre os objectivos desta associação

Não sabe quantos são, mas sim como os polícias gays e lésbicas são discriminados. Por isso foi criada a primeira associação com o objectivo de defender os direitos de quem opta pela diferença.

A TSF falou com o coordenador da IXY, Belmiro Pimentel, que está na PSP há onze anos e há sete assumiu que é homossexual.

Segundo ele, a discriminação de que são alvo estes polícias parte sobretudo dos colegas de trabalho e compara-a a um fenómeno cada vez mais conhecido, o bullying.

Este elemento do comando da PSP do Porto classifica a atitude das chefias como politicamente correcta, mas teme que a homossexualidade tenha consequências «na progressão na carreira».

O IXY ainda tem poucos membros, mas pretende constituir-se como um grupo de auto-ajuda para ultrapassar barreiras sociais.

Contactada pela TSF, a Direcção Nacional da PSP garante que todos os profissionais são tratados de igual forma, independentemente da sua opção sexual ou de outras características pessoais.

Associação procura defender direitos de polícias gays e lésbicas

Homossexualidade: Movimento pelo casamento duplica apoiantes

Casamento gay mobiliza dois mil

No espaço de um dia o número de pessoas que subscreveu o manifesto do Movimento Pela Igualdade no casamento civil de pessoas do mesmo sexo duplicou, disse ao CM Miguel Vale de Almeida, promotor do movimento.


"Não estávamos à espera de uma adesão tão elevada no primeiro dia, o que fez chegarmos às duas mil assinaturas", disse. Para Miguel Vale de Almeida esta adesão revela que a sociedade portuguesa está muito aberta a este tipo de mudanças. "Muito mais do que dizem os ‘velhos do Restelo’", acrescentou.

A criação deste movimento poderá levar muitas figuras públicas a assumirem a sua homossexualidade, tal como fez a actriz Ana Zanatti durante a apresentação do movimento, no domingo. Ana Zanatti explicou a sua presença "para reclamar os direitos como cidadã, quer queira ou não utilizá-los". "Nunca senti que os meus sentimentos sejam menores por fazer parte de uma minoria. Por isso exijo respeito", disse.

Entre os subscritores há figuras de relevo das mais diversas áreas, como o Nobel da Literatura, José Saramago, o psiquiatra Daniel Sampaio, ou figuras mediáticas da televisão como Herman José e Merche Romero.

A defesa pelo direito ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo está na origem do movimento que defende o fim da "discriminação explícita na lei e que vai contra a Constituição". "Estamos a falar de uma questão de direitos que devem ser salvaguardados de forma a que haja igualdade, nomeadamente, para aceder à forma reconhecida pelo Estado de união entre duas pessoas", disse Miguel Vale de Almeida.

DEPOIMENTOS

"DEFENDO DIREITOS IGUAIS COM UNHAS E DENTES": M. Luís Goucha, Apresentador TV

Em Novembro, em entrevista, falei da minha relação com o meu companheiro de há onze anos. Defendo direitos iguais com unhas e dentes. Numa relação, questões relativas a assuntos fiscais ou herança têm de ser iguais".

"HOMOSSEXUAIS TEMEM PERDER O EMPREGO": Solange F., Apresentadora TV

Basta ver a lei que temos, que retira direitos aos casais do mesmo sexo, para perceber que esta é uma sociedade onde há homossexuais que não se assumem com medo de perder o emprego ou serem marginalizados".

"SOCIEDADE PERMANECE MUITO HOMOFÓBICA": Carlos Castro, Jornalista

Bato-me para que os nossos direitos sejam os mesmos dos heterossexuais. Assumi a minha homossexualidade desde que vim de África, mas tenho de reconhecer que a sociedade permanece muito homofóbica".


João Saramago

Homossexualidade: Movimento pelo casamento duplica apoiantes

terça-feira, 26 de maio de 2009

Universidade de Aveiro acolhe jornadas de sexologia

Evento decorre a 28 de Maio

As Jornadas da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica vão decorrer no próximo dia 28 de Maio no anfiteatro do Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro.

Sob o tema «Sexologia: Regresso ao Futuro», o evento pretende reunir diversos especialistas no estudo da sexualidade. As Jornadas contam ainda com um programa alusivo à «Sexualidade Feminina», «Sexologia: Perspectivas multidisciplinares» e «LGBT».

O programa arranca com a abordagem de alguns sócios fundadores da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica sobre os 25 anos da história da sexologia em Portugal.

O assunto «LGBT» será apresentado por um grupo de espcialistas que trabalham em questões ligadas à homossexualidade, homoparentalidade e transsexualidade, adianta o Diário As Beiras.

No final das Jornadas está marcada a apresentação do Laboratório de Investigação em sexualidade (SexLab), onde o investigador responsável, Pedro Nobre, irá abordar os assuntos e projectos em investigação.

Universidade de Aveiro acolhe jornadas de sexologia

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Furo jornalístico

Uma jornalista perguntou a dois psiquiatras reconhecidos se é possível alterar a orientação sexual. Furo jornalístico! Apanhados de surpresa, disseram que sim e revelaram que ajudariam pessoas que o desejassem fazer. A coisa suscitou indignação mediática. Vinte associações reclamaram, uma petição apareceu na internet, psicólogos e teapeutas de todo o tipo protestaram veementemente.

Os reclamantes vislumbram diabólicos seres munidos de tenazes, ferros e electricidade a mudar a orientação dos desgraçados trazidos à força pelos homofóbicos. Só que não foi isso. Foi apenas admitir que a orientação sexual está no alcance médico como, aliás, está a mudança do sexo corporal ou apenas do nariz. Mas que se deve respeitar a liberdade de opção.

Os fundamentalistas do amor acham que os sentimentos caem do céu. Mas não é assim. O desejo sexual sofre influências biológicas, familiares, interpessoais e culturais. Os adolescentes ficam por vezes ambivalentes, procurando definir-se com os seus pares. Se estes ajudam, porque não os psiquiatras?

Esclareço que respeito os homossexuais e reconheço o direito de constituírem família e educarem filhos. Mas não me digam que a questão é preto no branco. Sobretudo, não se armem em cientistas, quando a decisão de excluir a homossexualidade da lista americana das doenças foi política e ideológica. Como o é todo este barulho que, na tradição da antipsiquiatria, remete os problemas íntimos para o social.

J.L. Pio Abreu

Furo jornalístico

sábado, 23 de maio de 2009

Aluna proibida de apresentar trabalho sobre Harvey Milk

Parece que nem o facto de o filme ter ganho um oscar abriu a consciência de algumas pessoas.
Texto retirado de pinknews.co.uk

"A California school which illegally censored a sixth-grade student's presentation of gay rights activist Harvey Milk may face a lawsuit.

Natalie Jones, who attends Mt Woodson Elementary School, was barred from showing her presentation out in class.

Instead, she was told she would have to show it during lunch break and only students with parental permission were allowed to attend.

According to the American Civil Liberties Union (ACLU) which is handling the case on the student's behalf, the school violated her rights to free speech.

The school told Natalie's mother Bonnie Jones that she couldn’t give her presentation because of a district board policy on “Family Life/Sex Education".

Part of the policy reads: "(P)arents/guardians shall be notified in writing about any instruction in which human reproductive organs and their functions, processes, or sexually transmitted diseases are described, illustrated, or discussed. In addition, before any instruction on family life, human sexuality, AIDS or sexually transmitted diseases is given, the parent/guardian shall be provided with written notice explaining that the instruction will be given…”

“Schools that act as if any mention of the existence of gay people is something too controversial or ‘sensitive’ to discuss are doing a disservice to their students,” said Elizabeth Gill, a staff attorney with the ACLU’s national LGBT Project.

“This school completely overstepped its bounds in trying to silence Natalie Jones by shunting her presentation off to a lunch recess time and misusing a school policy to justify requiring parental permission to see it.”

Natalie's mother said: "This whole thing is unbelievable – first my daughter got called into the principal’s office as if she were in some kind of trouble, and then they treated her presentation like it was something icky.

“Harvey Milk was an elected official in this state and an important person in history. To say my daughter’s presentation is ‘sex education’ because Harvey Milk happened to be gay is completely wrong.”

The ACLU has sent a letter to the school demanding that Natalie should be sent a written apology, which in turn, parents should be told about.

It added that the student should be allowed an opportunity to give her presentation to all the other members of her independent research project class and that the school should clarify in writing that the parental notification and permission portion of the “Family Life/Sex Education” policy only applies to the curricula identified as “course content” for “Family Life/Sex Education instruction”.

It has said it will give the school district five days to respond, after which it may begin legal action on behalf of Natalie.


"

terça-feira, 12 de maio de 2009

Arcebispo católico declara-se gay em livro de memórias

Rembert Weakland, que já foi o chefe da Arquidiocese de Milwaukee, renunciou após escândalo

Associated Press

WASHINGTON - Um arcebispo católico que renunciou em 2002 em meio a um escândalo sexual e financeiro escreveu um livro de memórias que descreve sua luta com o fato de ser gay.

O arcebispo Rembert Weakland, que já foi o chefe da Arquidiocese de Milwaukee, "é sincero sobre sua homossexualidade, numa igreja que prefere ignorar os gays", escreveu um crítico da revista Publisher's Weekly.

O livro, Pilgrim in a Pilgrim Church: Memoirs of a Catholic Archbishop ("Peregrino Numa Igreja Peregrina: Memórias de Um Bispo Católico") deve ser lançado em junho e é descrito pelo editor como um exame, por parte de Weakland, se "seu crescimento psicológico, espiritual e sexual".

O Vaticano diz que homens que sentem atração "estabelecida" por outros homens não deveriam ser ordenados para o sacerdócio.

Weakland renunciou pouco depois de um ex-estudante de Teologia, Paul Marcoux, ter revelado, em 2002, que recebera US$ 450 mil (cerca de R$ 1 milhão) para abandonar uma acusação de violência sexual contra o arcebispo, duas décadas antes. O dinheiro veio dos cofres da diocese.

Marcoux veio a público no auge da crise dos escândalos de abusos sexuais cometidos por padres contra crianças. Weakland sempre negou ter cometido violência sexual, e se desculpou por ter feito o pagamento em segredo.

Em uma carta escrita em agosto de 1980 e obtida pelo jornal Milwaukee Journal-Sentinel, Weakland se declara emocionalmente perturbado por Marcoux e termina dizendo, "Amo você".

As revelações abalaram a arquidiocese, que Weakland comandava desde 1977. Mas quando ele leu uma carta de desculpas em público, os paroquianos aplaudiram-no em pé.

Weakland, que tem sido um herói para católicos liberais, por conta de seu ativismo social, também tratará, no livro, de seu fracasso em combater padres que abusavam de menores.

Em depoimento prestado em novembro de 2008, o arcebispo confessa ter devolvido padres culpados ao ministério ativo sem avisar a polícia.

Defensores de vítimas de abuso sexual dizem que o acobertamento, por parte de Weakland, de suas próprias atividades sexuais era parte de um padrão de segredos que incluía proteger padres culpados de comportamento criminoso.

Arcebispo católico declara-se gay em livro de memórias